A formação da identidade social do jovem brasileiro durante o período da ditadura militar,
e sua relação com o movimento da contracultura mundial, guardou diferenças e semelhanças
nos países europeus e americanos, especialmente com relação às identidades envolvidas nos
processos revolucionários, que sacudiam o mundo na década de 1970. Por tratar-se de jovens
e de sua formação nesta fase da vida, quando naturalmente surge o espírito contestatório, é
necessário o esclarecimento acerca das posições sociais ocupadas pelos sujeitos aqui estudados.
No Brasil, o movimento teve inicialmente relação com a música, de grupos como os
Novos Baianos, os Mutantes, Gilberto Gil e Caetano Veloso, além do ícone da contracultura
Raul Seixas e suas músicas de protestos e de apologia às drogas. Essa influência dos hippies
sobre o Tropicalismo gerou discordâncias acerca do real engajamento dos cantores da tropicália
com os ideais da contracultura mundial, o fato é que acabaram estabelecendo rivalidades com
os representantes da Jovem Guarda e da MPB.


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